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Pássaros do Cerrado e Monocultura

Como é do conhecimento de muitos, vastas áreas do cerrado estão sendo desmatadas para abertura de campos. Esses campos são para cultivo extensivo da soja e outros grãos. O Planalto Central também sofre com esse tipo de prática consolidada da agricultura convencional mecanizada. Vimos recentemente áreas de cerrado desaparecerem em cerca de 3 dias, sem deixar resíduos. O agricultor contrata três ou mais tratores grandes de lâmina, eles derrubam tudo e fazem grandes fileiras. Os restos vegetais que depois são queimados, revolvidos e queimados novamente. A destruição do habitat dos pássaros é feita em etapas, pequena área de cada vez, para evitar multas. Cerca de uma semana depois já está sendo estabelecida uma monocultura ou pasto na área. Muitas vezes, o financiamento é feito por grandes bancos que aprovam crédito para estabelecimento da cultura x ou y, de acordo com o programa z.

Pássaros: Maria Branca

Outra prática muito comum é fazer um contrato com carvoeiros que constroem fornos de barro na área. Ficam alguns meses cortando e queimando a madeira que sai já ensacada em forma de carvão. A área então é entregue limpa para o proprietário que a prepara para a monocultura ou pasto.

Em Goiás, áreas de cerrado nativo estão sendo substituídas pelo eucalipto. O manejo é o mesmo, pequenas áreas de cada vez, a cultura vai se estabelecendo no lugar do cerrado.

Desmatamento Como Valorização da Terra

Infelizmente, as áreas abertas para plantio mecanizado são bem mais valorizadas que áreas de cerrado nativo. O desmatamento é também incentivado como forma de valorização da terra, um tipo de especulação.

Pássaros do Cerrado: Siriema

E a fiscalização, nos perguntamos, não atua? Atua sim, mas com a vastidão desse país, estradas de terra marginais são difíceis de fiscalizar. Muitas vezes, grandes áreas são desmatadas a poucos quilômetros da rodovia, pelo simples fato de não estarem visíveis.

Se juntarmos aí o fato de que nas áreas rurais, todos se conhecem e ninguém denuncia ninguém, salvo raras exceções, como nas áreas próximas aos Parques Nacionais, os proprietários fazem o que bem entendem com suas terras.

canario

Abrigo Para a Fauna

Com a crescente diminuição das áreas de cerrado nativo, a fauna busca refúgio em áreas próximas que ainda estão preservadas. A pequena área da Ecovila da Montanha está situada em um chapadão na beira do Vale do Paranã e é abrigo para muitas espécies, incluindo uma grande variedade de pássaros.

Um de nossos trabalhadores dedicados, passou pouco mais de um ano hospedado na área da Ecovila, fotografando pássaros no intervalo de suas tarefas com a terra. Essas fotos são mostradas na aba Quem Somos do site e também aqui no corpo do post.

Revoadas

Revoadas são constantes, papa capim, tisiu, rolinha, canário, papagaio, arara, jandaia, pássaro preto, bem-te-vi, sabiá, quero quero, sariema e muitos outros. Bandos de emas ainda passam pelo local, mas são cada vez mais raros.

Pássaros do Cerrado: Inhambu

O chapadão também é conhecido como morada de onças, embora só tenhamos visto até hoje pegadas. Elas procuram abrigo na escarpa, local acidentado e protegido. Eventualmente ouvimos alguém contar sobre um avistamento. O caso mais recente foi de um filhote de onça parda que tentou pegar um potro pelo pescoço. Não conseguiu derrubá-lo devido a diferença de tamanho entre os dois.

Ainda não fizemos um trabalho de identificação desses pássaros, alguns leitores que conhecem poderão nos ajudar pelas fotos a identificar as espécies. Toda colaboração é bem vinda, como sempre.

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